Recentemente uma professora da Universidade do Estado do Pará (UEPA) ganhou as páginas de diversos jornais do Brasil ao chamar um aluno e um vigilante da instituição de “macacos”. O ato classificado pela comunidade negra como de total preconceito racial em plena sala de aula. O interessante no ocorrido era que a docente dava aula de religiões africanas na instituição.
Em Pernambuco, para evitar que esse tipo de ocorrido aconteça não somente em sala de aula, mas também na área da saúde, o Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Étnicorracial (Cepir) lançará, na próxima semana, a campanha “Igualdade racial é pra valer, racismo na saúde e na sala de aula não”. Inicialmente, a ação, que foi lançada no Recife no dia 20 de agosto, será apresentada, em outubro, no Interior do Estado. A primeira cidade será Vitória de Santo Antão, na Mata Sul. Logo depois seguirá para o Sertão, em novembro.
De acordo com o coordenador da campanha, o secretário executivo de Igualdade Racial do Cepir, Jorge Arruda, a iniciativa visa acabar com os preconceitos velados existentes em sala de aula e na saúde básica do Estado. “Queremos a equidade e a especificidade da saúde para os negros. Existem doenças falciformes, tipicamente negras, como a pressão alta, por exemplo, que em muitos casos existem há inobservância médica. Em muitos casos, por um preconceito velado. A campanha luta por uma equidade na saúde. Luta pela melhoria na atenção básica da saúde do negro e o fim do preconceito”, explicou.
Os docentes serão convocados para atingir tal objetivo. “Estamos fazendo um pacto com os professores. A escola vai nos ajudar a informar e trazer a discussão sobre as doenças falciformes do negro. O aluno será estimulado a desenvolver o lado crítico e informar que na sua comunidade está faltando o teste do pezinho, por exemplo”, acrescentou Jorge Arruda.
Com informações da Folha PE.







