O Ato Institucional nº 02 extinguiu os partidos políticos existentes no Brasil, e logo em seguida criou-se o bipartidarismo. O desaparecimento dos chamados partidos de esquerda históricos fez com que o MDB fosse a única alternativa existente, abrigando todo aquele que queria militar na legalidade. As eleições de 1982, onde aos poucos já se viam novos partidos no Brasil, muitos permaneceram no não mais MDB, mas agora PMDB que durante anos serviu como um “guardachuva ideológico”. Os anos se passaram e o velho continuou abrigando pessoas que não tinham nenhuma identificação com sua história de luta.
Durante o processo de redemocratização, o partido exerceu papel relevante. Embora sempre consiga formar uma grande bancada no Congresso Nacional, na primeira eleição direta à Presidência da República depois de 21 anos de impedimento, o seu candidato e à época presidente nacional da sigla, o então deputado Ulysses Guimarães só ganhou em um município brasileiro, ou seja, na cidade de Glória do Goitá.
Até hoje, quem quer que chegue ao Planalto Central, sem o apoio do PMDB não consegue governar. Sabendo disso, infelizmente, há alguns pertencentes ao quadro do partido que aproveitam para praticar fisiologismo, nodoando a tão importante e rica história de contribuição ao retorno dos ideais democráticos que sempre estiveram presentes na vida do partido. Em um momento de divisão que vive o País, de que lado está o PMDB?
Por Hely Ferreira,
Cientista Político.









