Publicado em 21.01.2009
Do JC Negócios.
O faturamento recorde comemorado pela Companhia Pernambucana de Gás Natural (Copergás) em 2008 não veio das vendas para o setor industrial, nem da comercialização de gás natural veicular (GNV) – principais clientes da empresa. A escalada nos preços do energético, com cinco reajustes ao longo do ano, fizeram com que os dois segmentos diminuíssem suas compras.
O que puxou o aumento da receita foram as vendas para a Termopernambuco, que voltou a ser acionada em 2008, num esforço do governo federal de evitar um racionamento de energia, em função da diminuição do volume de água nos reservatórios das hidrelétricas. As vendas do gás para a térmica cresceram mais de três vezes, saltando de 17,9 milhões (em 2007) para 58,1 milhões de metros cúbicos.
É verdade que os setores comercial e residencial também tiveram crescimento e que a companhia iniciou em 2008 a comercialização do gás natural comprimido. Mas os volumes ainda são muito pequenos para justificar um aumento expressivo no faturamento.
Para este ano, a previsão é que a Termopernambuco não vá comprar gás nos patamares de 2008. Sendo assim, a companhia vai depender dos seus clientes tradicionais (indústria e GNV) para turbinar as vendas em 2009. Na indústria existe perspectiva de novos clientes (Sadia, Perdigão), mas no caso do GNV, as vendas podem continuar caindo se os preços não forem competitivos. A Copergás poderá dar um tiro no pé, caso insista em cobrar agora o IGP-DI do ano passado e repassar uma redução menor no reajuste de 1º de fevereiro (que será negativo). O momento é de estimular o consumo.
(Jornal do Commercio)






