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A primeira parada de André de Paula como futuro Secretário das Cidades

  • Lissandro Nascimento
A primeira parada de André de Paula como futuro Secretário das Cidades

Paula 1por Fernando Castilho, da Coluna JC Negócios do sábado (27/12)

O futuro Secretário das Cidades, André de Paula (PSD), ainda não decorou o valor das passagens de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR). Mas já sabe que, a partir de janeiro, terá que se abraçar com dois grandes problemas deixados pela administração João Lyra Neto (PSB): a definição dos novos valores das passagens do serviço de transporte por ônibus, congeladas desde 2011, e a conclusão de pelo menos quatro terminais do SEI, obras que não recebem a contrapartida da União desde o começo do ano.

André de Paula, deputado Federal eleito, foi escolhido para a pasta porque seu partido controlará o Ministério das Cidades, sob o comando de Gilberto Kassab. Certamente ele nunca andou de ônibus aqui em Recife. Mas terá que cuidar do sistema de 1.400 veículos e um metrô que transporta 2 milhões de pessoas/dia, cujo problema do reajuste o governador João Lyra Neto preferiu deixar para Paulo Câmara, mesmo que o sindicato da categoria tenha formalizado o pedido em novembro. Pelas contas da Urbana, só a aplicação do IPCA elevaria a passagem do anel A de 2015 para R$ 2,50, o que assusta todo o governo.

O outro problema de André de Paula está ligado às verbas que o Ministério das Cidades deveria ter repassado a Pernambuco. Há questionamentos de Brasília nas contas de quando o futuro Secretário de Planejamento, Danilo Cabral, ainda ocupava a pasta de Cidades. Evandro Avelar, que o sucedeu, não desatou o nó. Ficou para André, que terá de pedir ajuda a Kassab no dia seguinte à sua posse.

INCOMPLETO

Existe um outro problema que o futuro Secretário das Cidades terá que cuidar imediatamente. Uma dívida que a administração João Lyra Neto deixará, no Consórcio Grande Recife, com os dois consórcios que operam o BRT. Como pelo contrato assinado em abril o novo sistema tem que manter o equilíbrio financeiro e a implantação do projeto não foi concluída até hoje, as empresas operadoras já têm um crédito a receber do governo de R$ 20 milhões, o que o João Lyra Neto deixou para seu sucessor resolver.

Primeiro desgaste

Todo mundo da nova equipe de Paulo Câmara já sabe que a questão das passagens de ônibus da RMR vai gerar o primeiro grande desgaste do novo governador. O que se discute é como resolvê-lo sem estourar o caixa do Estado.

Equilíbrio de Caixa

Como os dois consórcios do BRT operam concessões formais, cada dia em que a passagem atual está mantida gera um déficit maior no caixa do Consórcio Grande Recife, que formalmente contratou a operação.

Verbas travadas

No caso dos terminais, ele terá que usar logo sua cota de passagens para Brasília. Desde o final de 2013, o Ministério das Cidades se recusa a pagar sua parte nos projetos de novos terminais em construção.

Novos terminais

No início do ano, Eduardo Campos adiantou a parte do Estado, mas sem o Ministério das Cidades pagar a sua, nas obras dos terminais de Prazeres, Joana Bezerra, Abreu e Lima e Cabanga, que não foram concluídas.