Publicado em 01.10.2008
O Ministério Público de Pernambuco vive um momento, digamos, contraditório e singular. Eleito em janeiro de 2007, o procurador-geral Paulo Varejão enfrenta críticas externas pela forma como conduz a instituição. A maior queixa é o seu afinamento com o Executivo, sobretudo com o governador Eduardo Campos, que o escolheu para o cargo, embora ele tenha sido o segundo mais votado.
Há quem veja nisso uma certa submissão. Desagrada a muitos também o fato de o Ministério Público não ter hoje por parte do comando um estilo mais arrojado, com posturas mais afirmativas diante dos fatos relevantes da sociedade. Fala-se em falta de identidade e de ação.
Pois é o mesmo Paulo Varejão alvo de tantos senões que caminha, tranqüilamente, para um segundo mandato. Daqui a três meses, a instituição escolherá seu novo chefe. E mesmo os que, internamente, criticam Varejão afirmam que ele deverá ser reconduzido ao cargo, só que dessa vez como o mais votado.
Pois é o mesmo Paulo Varejão alvo de tantos senões que caminha, tranqüilamente, para um segundo mandato. Daqui a três meses, a instituição escolherá seu novo chefe. E mesmo os que, internamente, criticam Varejão afirmam que ele deverá ser reconduzido ao cargo, só que dessa vez como o mais votado.
E tem mais: avaliam que hoje não há, no Ministério Público, um nome e um rosto que incorpore a insatisfação contra a gestão do atual procurador. O que justifica esse conformismo? A avaliação interna é que a razão é parecida com a que o faz ser criticado pelos de fora. Haveria uma certa falta de liderança, com a gestão correndo meio solta. Para os de casa, o estilo de Varejão se não ajuda, também não atrapalha.
Fonte: JC Nas Ruas






