Eduardo Campos determinou que o investimento no combate ao uso do crack seja da ordem de R$ 55 milhões por ano. No que se refere à repressão, anunciou a contratação de 2.100 policiais militares e 650 policiais civis que já foram aprovados em concurso público. Além disso, pretende estabelecer uma parceria com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária e órgãos de segurança de outros Estados.
Quanto ao tratamento dos dependentes da droga, a intenção é beneficiar 17 mil por mês, oferecendo-lhes apoio de diferentes maneiras. O Governo implantará 31 centros de acolhimento em 21 municípios com o objetivo de desintoxicar os dependentes de crack. Tais centros vão dispor de psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e enfermeiros. De lá, os usuários serão encaminhados a instituições ligadas ao SUS ou ao Sistema Único de Assistência Social. As ONGs que atuam hoje no atendimento aos drogados e que recebem do Governo R$ 400,00 mensais por cada pessoa assistida, passarão a receber o dobro.
Equipes semelhantes às que trabalharão nos centros de acolhimento estarão também nas ruas, visitando os principais locais de consumo da droga para convencer os usuários a se submeterem à desintoxicação. Os que atuam no Programa Saúde da Família realizarão trabalho de conscientização junto aos jovens. A quantidade de leitos destinados aos consumidores de drogas será aumentada. Hoje existem 1.412, número este que deverá subir para 4.644.
Devo ressaltar que o governador Eduardo Campos não está preocupado somente com a repressão ao comércio de drogas e o tratamento dos usuários. Entende que depois de livrar as pessoas da dependência precisa reinseri-las no ambiente social, evitando as recaídas e a pressão dos traficantes. Hoje, o Governo dá uma ajuda de R$ 400,00 mensais para os que concluem o tratamento e se encontram impedidos de voltar para suas casas porque estão ameaçados de morte. Este auxílio passará a ser de R$ 1.600,00.
Considero que o decreto assinado pelo presidente Lula com vistas ao combate ao consumo de crack foi a primeira providência efetiva que poderá surtir resultados muito positivos com a integração de todos os estados no programa. O Governo Federal está disponibilizando este ano R$ 410 milhões para a prevenção, tratamento, reintegração social e mapeamento das rotas de tráfico. Com muita propriedade, Lula pediu a participação de igrejas, sindicatos e da sociedade em geral nesta batalha que não é fácil de ser vencida, mas que, se cada um fizer a sua parte, poderá livrar os nossos jovens da sentença de morte que significa o consumo de crack.
por Ana Arraes,
*Deputada Federal pelo PSB-PE.







