Publicado na Carta Capital
Uma onda de revoltas contra o sistema político tomou o mundo desde 2010, com protestos se estendendo de Túnis a Brasília, passando por Madrid, Atenas e Nova York. Apesar de separados por milhares de quilômetros, os atos possuem elementos comuns. Para Micah White, ativista e criador do Occupy Wall Street, as revoltas e protestos expõem o descontentamento da população em relação à representação política e à influência do dinheiro das corporações nos governos.
Segundo o ativista, as diversas manifestações, que aconteceram em diferentes continentes e em um espaço curto de tempo, são um sintoma de um “sentimento contagiante de descontentamento” e só “foram possíveis graças à internet”. Contudo, tanto a Primavera Árabe, em 2010, quanto o 15M na Espanha, em 2011, ou as manifestações de junho de 2013, no Brasil, foram incapazes de produzir os resultados esperados. “Estamos vivendo o período com mais protestos da história humana, porém eles não estão funcionando. E quando se alcança esse momento, em vez de repetir os comportamentos tradicionais, de gritar e segurar cartazes, é preciso inovar”, afirma Micah White em entrevista a CartaCapital, na qual fala também sobre seu livro, O fim do protesto.
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