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“A crise que se vê”, por Valdemiro Cruz

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“A crise que se vê”, por Valdemiro Cruz
Cruz: Fica claro a estratégia da oposição em questionar licitações e impedir avanço de obras como a Transposição. Foto: Point Cursos

CRUZ: Fica claro a estratégia da oposição em questionar licitações e impedir avanço de obras como a Transposição. Foto: Point Cursos

Por Valdemiro Cruz 

Realmente a crise e desespero estão instalados na cabeça dos leitores da revista Veja e nos multiplicadores de postagens produzidos para os arautos da moralidade que povoam o Facebook.

Ainda bem que os investidores de peso, costumam buscar informações em  publicações de maior credibilidade como The Economist, Exame e dados oficiais de acompanhamento da economia em BACEN e IBGE.

Assim não fosse, seria difícil explicar posições consolidadas em períodos analisados como a seguir…

Entre 2003 e 2013, o PIB per capita no Brasil cresceu 30%, e a renda média, 5,8%. A renda domiciliar média per capita de 2001-2013 cresceu 6,37 para os 10% mais pobres, 5,80 para os 40% mais pobres, 3,82 para o grupo do meio (40%90%), 2,01 para os 5% mais ricos. A renda das pessoas cresceu bem mais do que o PIB, e esse crescimento se deu mais forte na base, com a redução da desigualdade (…) Houve redução da desigualdade e aumento do bem-estar” (Marcelo Neri, Folha 29/8/15: A26)

Com as últimas atuações da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal, criou-se dificuldades antes não existentes para desvio de verbas, de material hospitalar e de medicamentos, de manutenção de viaturas policiais e ambulâncias, de desvios e superfaturamento de merenda escolar. Isso, irrita profundamente uma elite que estava confortavelmente agindo sem medo e sem vergonha nenhuma. Jogam a culpa no Governo e desviam o máximo possível.

Alguns pilantras dos escalões mais inferiores já estavam se aproveitando da situação.

Mas a alegria do pobre dura pouco tempo.

Com a derrota nas urnas do candidato que representa as elites, em 2014 o PIB parou de crescer, mas a renda média das pessoas continuou subindo acima do PIB, mesmo que o País esteja constante e continuamente dinamitado por notícias plantadas na mídia, intencionalmente para desestabilizar a economia e constranger o governo diante da revolta causada no povo.

Mesmo com todo esforço de “implantar” uma crise e propagar a desaceleração do crescimento da economia no País, fatos corriqueiros e indiscutíveis, tornam desacreditados os agouros da crise na proporção que os opositores tanto se esforçam em alardear, vejamos:

I – acabamos de sair da baixa temporada com aeroportos lotados, aviões em fila aguardando para decolar. (média superior a 190 pousos/decolagens/dia – Recife).

II – Jogos de futebol em dia de semana (Santa Cruz, Arruda) e domingo (Sport, Arena-PE) com renda superior a R$ 1 milhão cada um.

III – Restaurante de Zé Maria (Pousada) em Fernando de Noronha, cujo rodízio de Frutos do Mar, custa R$ 160,00 por pessoa, ontem com fila de espera de 53 clientes.

IV – Número de inscritos ao Concurso de Admissão do Colégio Militar de Recife com mais de 850 candidatos, apenas no 1º dia.

Se esses dados, reais e facilmente constatados por qualquer interessado espelham um país em crise, o que dizer da época do desabastecimento de alimentos na prateleira dos supermercados, na época do apagão e do racionamento de energia, a época em que a indústria naval desapareceu e que montadoras de automóveis restringia-se a região de São Paulo.

Agora vemos reversão muito rápida face ao desemprego, acompanhada de redução de salários, como resultado da apuração de todas as denúncias de enriquecimento ilícito e de desvio de valores por superfaturamento de obras e atrasos em execuções dos respectivos cronogramas, causando desemprego.

Fica claro toda estratégia da oposição em questionar licitações e impedir avanço de obras como a Transposição do São Francisco e as dificuldades para instalação de ferrovias que modernizarão e irão agilizar e baratear o custo dos transportes.

Essas manobras forçavam o atraso e  com isso aditamento e sobrepreço para que esses valores fossem rateados entre “os ratos”, muitos deles que hoje cobram moralidade.

Claro que a baixa arrecadação limita o repasse aos Estados e Municípios, mas, diminuirá também a ação de alguns políticos e seus apadrinhados que você conhece de perto (deputados, prefeitos e vereadores) que pensarão duas vezes antes de fazer as “traquinagens” corriqueiras que estavam acostumados.

Depois de engaiolados devidamente os peixes graúdos, nossa esperança é que sejam moralizados os Tribunais de Contas da União e dos Estados e a mão da Justiça alcance com o rigor da Lei TODOS os espertinhos que durante tanto tempo deitaram e rolaram embolsando dinheiro público.

Valdemiro_Cruz

 

Por Valdemiro Cruz, colunista do Blog