Nos primeiros dias de 2001, eu iniciei a aventura de articulista na mídia impressa. Lá se vão alguns anos. O meu passaporte, a minha iniciação, se deu em artigo publicado no Jornal Regional, da vizinha cidade de Escada. Um periódico com fortes conotações políticas, e linha editorial tão aguda, que se fosse publicado aqui, a casa já teria caído há muito tempo. Não sobraria pedra sobre pedra.
Naquela ocasião, esmiucei para o público do jornal, a importância, a obra e o trabalho do renomado escritor vitoriense Osman Lins, cuja mente criativa e estilo próprio ganhou conotação internacional. É importante dizer que os maiores templos do saber na Europa se curvaram à sua obra.
O motivo do cortejamento a esse escritor vitoriense foi o talento, a capacidade criativa de construir algo marcante na história, de influenciar positivamente as gerações futuras.
Pena que em outras áreas não temos os mesmos motivos para ficarmos orgulhosos, especialmente na política. Esse foi um campo que não avançou. Tem andado na contramão do progresso. Fato esse lamentável, pois trava todos os outros segmentos da sociedade. É impossível na moeda que tenha cara não exista a coroa. Portanto, precisamos ser tolerantes também com os descompromissados, com os irresponsáveis, com os obtusos, mais não precisamos ser condescendentes.
A nossa banda podre parece ser mesmo os lobos da política, com suas artimanhas sórdidas e cada vez mais sofisticadas. Contraditório não? O vil metal tem seus encantos. O que não fariam por trinta moedas de prata?
A falta de nitidez tem sido um caminho viável no manejamento dos recursos públicos. É inadmissível essas ideologias arcaicas. Onde está a transparência ? as licitações ? as placas indicando o valor das obras e a origem? Os projetos de Lei? A falta de modernidade também atrapalha. Por que não foi criado em Vitória um Orçamento Participativo?
Parafraseando uma música de Chico Buarque, tema do Programa A Voz da Vitória. “Apesar de você amanhã há de ser outro dia”.







