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A Voz da VitóriaA Voz da Vitória

(sem título)

  • A Voz da Vitória

SPORT

O Sport deu um passo importante em sua busca pelo primeiro turno do Campeoanto de Pernambuco. Ontem, o time leonino acabou superando o Porto, no Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, pelo placar de 1 x 0 – gol do atacante Guto – e prova que é, disparado, o favorito para obter a primeira fatia do estadual.
Com o resultado, os rubro-negros assumiram a liderança isolada da competição – dividia com o Gavião – e, agora, soma 15 pontos em cinco jogos. Mais do que isso. O Sport manteve uma invencibilidade de cinco jogos e um aproveitamento de 100% no Pernambucano. Na próxima rodada, na quarta-feira, o Sport vai encarar o Ypiranga, em Santa Cruz do Capibaribe. Já o Porto
também atuará como visitante só que em Salgueiro, no Cornélio de Barros.
A partida de ontem vinha sendo considerada uma final antecipada do campeonato, pois era o confronto dos dois clubes com os melhores aproveitamentos na competição. Mesmo assim não foi um jogo de encher os olhos do torcedor. Pelo contrário. O confronto teve dois tempos distintos. No primeiro, o Sport foi o dono da situação. No segundo, o Porto mandou no gramado.
Porém, o time rubro-negro foi mais competente. O Sport levou a melhor por ter feito seu gol logo no primeiro tempo, pois achou o seu gol logo aos 3 minutos do primeiro tempo, em excelente jogada de Sandro Goiano que Guto completou com precisão. Isso desestabilizou o bom, mas inocente, time do Porto. O Gavião do Agreste sentiu a pancada e mostrou um nervosismo fora do comum. Melhor para os leoninos que administraram a primeira etapa sem problemas e sem levar nenhuma pressão.
No retorno para o segundo tempo a história mudou por completo. O Porto acertou a marcação e voltou pressionando o Sport na saída de bola. A entrada de Luciano Henrique no lugar de Ciro de pouco surtiu efeito. Mas Rogério entrou aceso no lugar de Kirus e, por duas ou três vezes, obrigou Magrão a fazer milagres. O Porto pressionou o Sport bastante, mas faltou mais qualidade e objetividade nos arremates finais.
Quando acertavam tiveram pela frente um verdadeiro paredão. O goleiro Magrão, sem sombra de dúvidas, deveria ter levado bicho dobrado no jogo de ontem. As duas defesas no final da partida, já no apagar das luzes, foram cruciais para a liderança isolada dos rubro-negros nesta primeira fase.
Porto 0
Danilo; Baiano (Neilson), Stanley, Gonçalves e Airton (Rômulo); Vagner Rosa, Rodolfo, Guego e Tiago Laranjeira; Kiros (Rogério) e Marlos. Técnico: Adelmo Soares
Sport 1
Magrão; Igor, César e Durval; Sidny, Hamilton, Sandro Goiano (Andrade), Paulo Baier (Fumagalli) e Dutra; Ciro (Luciano Henrique) e Guto. Técnico: Nelsinho Batista
Local: Estádio Luiz Lacerda (Caruaru).
Árbitro: Cláudio Mercante.
Assistentes: Júlio César Bezerra e Ubirajara Ferraz.
Gols: Guto (SPO).
Cartões Amarelos: Vágner Rosa e Rogério (P); Durval (SPO).
Público: 8.288
Renda: R$ 75.030
SANTA CRUZ
O público no Arruda não foi o esperado, mas quem compareceu não se arrependeu. Os quase 25 mil espectadores viu, ou melhor, reviveu os melhores dias com Marcelo Ramos. A mansidão do atacante, baiano de nascença, não retratou em nada a frieza com que marcou os três gols do time coral diante do Ypiranga, pela quinta rodada do Pernambucano. Dois deles foram belíssimos.

E pensar que o domingo da massa coral teve momentos de aflição, com a equipe de Santa Cruz do Capibaribe saindo na frente. A reação tricolor só ocorreu no segundo tempo. Tardou, mas ele resolveu a parada. Reza a lenda que todo baiano traz a malemolência no corpo e nas atitudes. Ramos até que não nega suas raízes, mas em se tratando de agir em momentos cruciais – frente a frente com o goleiro – ele foge à regra.

Que o diga o goleiro Geday. No terceiro e último gol do Santa Cruz, ele teve toda tranquilidade do mundo para encobrir o arqueiro da Máquina de Costura. Não teve retorno de Geday certo para evitar a lenta trajetória da bola. “Sem dúvida foi o gol mais bonito do dia. Já pensou seu eu erro o chute. A bola poderia parar lá na arquibancada. Ainda bem que coloquei a força certa”, explicou o artilheiro tricolor.
E vamos continuar a saga de Marcelo Ramos, que retornou ao Arruda após passagens pelo Atlético Paranaense e Bahia. Na etapa inicial do jogo, ele pareceu adormecido, devagar. Saiu para buscar o jogo, mas nada de arriscar uns chutes. Até errou troca de passes com os companheiros de ataque.
O despertar, no entanto, foi rapidinho. Ocorreu na volta para o segundo empo, com menos de cinco minutos de bola rolando. A zaga do Ypiranga bobeou e lá estava ele dominando e chutando para dentro do gol. O time do interior até pediu impedimento, mas o árbitro terminou acatando o gol de empate. Aexpulsão do meia Luís Eduardo contribuiu e muito para a bola chegar ao pés de Ramos. O duelo, porém, era mesmo entre ele e Geday. A força do goleiro de nome inusitado, às vezes, até prevalecia. Em outras, sucumbia diante da impiedade de Marcelo Ramos. Aos 18min, o atacante acertou um potente chute de fora da área e a bola foi morrer no ângulo direito de Geday. De fato, a força não estava com Geday. Ele pode até ter aparecido na foto, mas quem comemorou foi o time do Santa Cruz e sua fiel e apaixonada torcida.
Santa Cruz 3
André Zuba; Parral, Sandro (Pedro Henrique), Thiago Matias e Adilson (Leandro Camilo); Bilica, Wagner, Elder (Anderson), Leandro Gobato; Márcio e Marcelo Ramos.
Técnico: Márcio Bittencourt
Ypiranga 1
Geday; Bruno, Welton, Santiago e Luís Eduardo; Fagner, Júlio César, Jair (Júnior Xuxa), Assis (Romarinho); Lulinha e Rodrigão (Lima).
Técnico: Pedro Manta
Local: Arruda
Árbitro: Ricardo Tavares
Assistentes: Jossemar Diniz e Roberto Jos
Gols:Santiago (Y) e Marcelo Ramos (SC)
Renda: R$ 134.690,00
Público: 24.993
Cartão amarelo: Márcio (SC) Cartões vermelhos: Luís Eduardo (Y) e Leandro Gobato (SC).
NAUTICO
Mais uma vez, o atacante Anderson Lessa salvou o Náutico. Assim como havia acontecido na partida com o Ypiranga, quarta-feira passada, foi dele o gol da vitória sobre o Central, em jogo realizado ontem, nos Aflitos. Foi a primeira vitória em seu próprio estádio, que chegou aos 11 pontos e ficou na quarta colocação do primeiro turno. O gol do confronto só aconteceu aos 21 minutos do segundo tempo, em um contra-ataque bem armado pelos alvirrubros.

O Náutico, que ainda não contava com o zagueiro Vágner, com uma contusão na coxa, começou a partida em um esquema 3-5-2, com a estreia do também defensor Galiardo. O restante do time era o mesmo que havia derrotado o Ypiranga. Isso até os 16 minutos, quando o atacante Somália tentou interceptar uma cobrança de tiro de meta do Central e acabou sofrendo uma contusão no joelho esquerdo.
O treinador Roberto Fernandes precisou fazer sua primeira mudança no time, colocando Lessa em campo. A média de estatura dos homens de frente do Náutico caiu e, como a ligação entre a defesa e o ataque era feita com lançamentos longos, os zagueiros do Central frequentemente levavam vantagem nesses lances.O primeiro tempo foi bastante disputado, mas com poucas chances de gol. Na segunda etapa, o Timbu voltou com um sistema de jogo diferente. Fernandes resolveu trocar o zagueiro Luiz Alberto pelo meia ofensivo Dinda, retornando ao 4-4-2 das primeiras partidas do campeonato.
A mudança deu certo. O time começou a explorar as jogadas pelas laterais, com Gilmar pela direita e Anderson Santana pela esquerda. E foi justamente este quem iniciou o lance do gol. Ele cruzou na área, aos 21 minutos, e a bola acabou sobrando na frente de Lessa. Como um artilheiro, ele se antecipou à defesa e, com um bico sutil, venceu o goleiro Davi.
A partir daí, o Central tentou pressionar para empatar a partida, e isso acabou criando mais espaços para o Náutico jogar. Foram melhores as chances no segundo tempo, mas os atacantes alvirrubros não souberam concluir. A melhor chance da partida foi justamente em seu último lance. Dinda fez o mais difícil, roubando uma bola no meio-campo, mas não teve calma para concluir bem e aumentar a vantagem do Alvirrubro no marcador. Para a felicidade da torcida, porém, o 1 x 0 já era suficiente.
Náutico 1
Eduardo; Galiardo, Diego Bispo e Luiz Alberto (Dinda); Gilmar, Nunes, Johnny, Juliano (David) e Anderson Santana; Carlinhos Bala e Somália (Anderson Lessa). Técnico: Roberto Fernandes.
Central 0
Davi; Sidney, Bebeto e Rafael (Fernando); Russo, Márcio, Aílton, Danilo (Juninho) e Adeildo; Fábio Silva e Cláudio. Técnico: Roberto de Jesus (interino
Local: Aflitos.
Árbitro: Antônio Hora Filho.
Assistentes: Erich Bandeira e Luciano Cruz.
Gol: Anderson Lessa, aos 21min do 2° tempo.
Cartões amarelos: Nunes, Gilmar, Johnny (N); Russo, Rafael, Adeíldo, Márcio e Fábio Silva.
Público: 13.501. Renda: R$ 21.000
VITORIA
O Taboquito demonstra fazer jus ao popular nome no diminutivo. Dentro de casa, no estádio Carneirão, o Vitória repetiu os fracos desempenhos das últimas rodadas e perdeu a oportunidade de alcançar o primeiro triunfo no Campeonato Pernambucano. O Tricolor das Tabocas, campeão da Série A2 do Estadual 2008, não passou de um empate, em 1 x 1, contra o Salgueiro, e continua na vice-lanterna, com dois pontos conquistados. A equipe sertaneja soma cinco pontos e ocupa a oitava colocação.
Aos 41 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Henrique abriu o placar do jogo para o Carcará. Angustiado, o torcedor do Vitória teve de esperar até os 25 minutos da etapa final para ver a equipe da casa empatar e se livrar de mais um resultado negativo. O atacante Alan impediu o novo desastre do Taboquito e balançou as redes adversárias,lembrando que aos 38 minutos do segundo tempo o goleiro fernando ainda defendeu um penalti do salgueiro cobrado por Inho baiano.
Classificação

Resultados – 5ª rodada

Porto 0x1 Sport
Náutico 1×0 Central

Santa Cruz 3×1 Ypiranga

Petrolina 2×3 Sete de Setembro

Vitória 1×1 Salgueiro

Serrano 1×0 Cabense

Próximos jogos – Quarta-feira
Ypiranga x Sport

Sete de Setembro x Náutico

Central x Serrano

Salgueiro x Porto

Vitória x Petrolina

Cabense x Santa Cruz

Artilheiros

5 gols – Guego (Porto)

4 golsCiro (Sport), Marcelo Ramos (Santa Cruz)

3 gols – Anderson Lessa (Náutico), Luciano Henrique (Sport), José Rogério (Porto), Coringa (Cabense), Cláudio (Central)

2 gols – Gilmar (Náutico), Márcio (Santa Cruz), Odilon (Petrolina), Luiz Eduardo,
Lulinha e Assis (Ypiranga), Kiros (Porto), Nando (Sete Setembro), Alisson e Henrique (Salgueiro)

1 gol – Guto, Fumagalli, Sandro Goiano e Kássio (Sport), Elder e Willian (Santa Cruz), Carlinhos Bala, Vágner, Juliano, Anderson e Diego (Náutico), Baiano, Airton, Marlos e Val (Porto), Fábio, Adeildo e Djalma (Central), Márcio Machado, Alexandre, Filipe e Eduardo (Cabense), Patrick e Rodrigo (Salgueiro), Sandro Miguel, Gean, Alan e Dinda (Vitória), Juninho, Rodrigão, Carlos e Santiago (Ypiranga), Caio, Paulinho Potiguar e Wesclei (Serrano)

Total de jogos 30

Total degols 87

média de gols 2,9

Por Berg Araújo