Teve lugar no Silogeu, auditório do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão, na Mata Sul do Estado, a “1ª Jornada pelo direito à Memória, Verdade e Justiça no campo”. O encontro reuniu intelectuais, políticos e outros interessados em resgatar a história dos heróis da resistência no campo.
A jornada foi iniciada logo cedo, às 7 horas, no engenho Galileia, onde teve a inauguração da placa onde será erguido o “Memorial das Ligas Camponesas do Brasil Francisco Julião”.
Membro da executiva do Comitê, Anacleto Julião, filho do líder das Ligas, explica que a iniciativa tem por objetivo chamar atenção para a história e o papel dos camponeses na luta pela reforma agrária. “É o resgate da história de luta dos camponeses, principalmente das Ligas”, destaca.
Ele ressalta que é preciso apurar os crimes de morte e de tortura cometidos contra o povo do campo e faz um apelo à Comissão Estadual da Verdade e Memória Dom Helder Câmara. “Ainda não se ouviu o homem do campo. Aquele que foi assassinado não só pelo regime militar, mas por capangas que aproveitaram o golpe e fizeram muitas vítimas”, denunciou.
HISTÓRIA
Foram os moradores do Engenho Galileia que, em 1º de janeiro de 1955, fundaram a Liga, com o nome de Sociedade Agrícola e Pecuária dos Plantadores de Pernambuco (SAPPP).
Ameaçados de despejo, os camponeses encontraram em Francisco Julião um defensor, que viraria a se tornar o líder do movimento e o responsável pela oficialização da entidade. O engenho foi desapropriado em 1959, durante o governo Cid Sampaio.
Colaboração de Pedro Ferrer .







