Em pesquisa documental e observacional do Instituto de Medicina Legal Antônio Persivo Cunha (IMLAPC), no Recife, realizada de forma seccionada nos anos de 2015, 2017 e 2018, no âmbito da classificação de indigentes, foi observado por Rebeca que não somente os efeitos do racismo estrutural – principalmente quando os “dados estatísticos e os estudos apontam que a população negra está exposta a uma série de violências” – são marcadores identificatórios de mortos indigentes, mas também estão relacionados a condições de pobreza, incluindo “a fragilidade dos vínculos familiares e comunitários” e a “perda do status de cidadão frente à ausência de documentação civil”…